Hoje parei e pensei: do que adianta ser bonito?
Sim é verdade, mesmo neste mundo extremamente estético, com esteriótipos complexamente formados pela sociedade, ainda existe algum insano que pensa se tudo isso vale a pena: eu. E este mesmo conclui que não, não adiantaria de nada ser bonito, se para isso tivesse que abdicar de boa parte dos meus princípios, uma vez que eu deveria seguir a cartilha de moda, beleza e gosto que me outorgam.
E diga-se de passagem, princípios sempre foi algo que me motivou a viver e respeitar a opinião dos outros (até porque fui educado nos moldes: antes de ler o livro que o guru lhe deu você tem que escrever o seu). Mas se os mesmos fossem padronizados, como peças em processos produtivos, já não seriam mais princípios, seriam produtos e sendo assim, não haveriam diferenciações, todos seriamos iguais.
Mas ao que parece a sociedade quer mesmo que isso aconteça, até porque qualquer ação que fuja do comum e da normalidade é tida como loucura, e seu praticante é taxado de bizarro, escroto, ou seja, um excêntrico.
Agora, o que mais me intriga é porque não se pode existir diversos centros, afinal de contas algo que deveria ser intrínseco da pessoa, individual de cada um, vem cada dia mais sendo melhor modelado, fazendo assim o esteriótipo de beleza estar intimamente ligado ao estilo de vida do ser, ou seja, um estilo modal.
Enfim, para a minha decepção, concluo que só ajudo para a concretização desse quadro sócio-cultural, porque se a unanimidade é burra, eu dou reais condições para quem criou tudo isso ser um gênio.
Vinicius Gestinari




