Nos últimos anos, a carência de ídolos no rock n’ roll anda muito grande. Antigamente, tínhamos muitas duplas que satisfaziam essa posição de heróis como Mick Jagger e Keith Richards (que continuam na ativa até hoje), Jimmy Page e Robert Plant, John Lennon e Paul McCartney, dentre outros. Esses pequenos “grupos”, que muitas vezes representavam a banda inteira, quase sempre botavam em cheque a credibilidade dos fãs, quando eram questionados quem preferiam. Porém, para uma dessas “pequenas bandas” é quase impossível de se responder qual é o melhor: Lennon ou McCartney?
Com o passar do tempo, vemos que a ausência de Lennon é muito sentida tanto musicalmente quanto politicamente falando. Suas letras nos passavam mensagens de auto-estima, de acreditar naquilo que é quase impossível tanto no mundo atual quanto no mundo da época, o que faz com que suas canções sobrevivam até hoje. Apesar de não ser um músico muito talentoso, sua precariedade como musicista era compensada na sua poesia, que era uma das armas do movimento hippie.
Porém, ao mesmo tempo em que a ausência de Lennon era sentida, McCartney provou ser um grande músico e compositor. Sem a presença de seu grande parceiro, Paul foi capaz de se renovar musicalmente lançando, por exemplo, projetos de música eletrônica, como The Fireman, que foi muito elogiado pela crítica, sem contar nos sucessos de vendagem que o ex-Beatle obteve com os discos da banda The Wings, o que provou a qualidade do ex-baixista do quarteto de Liverpool.
Além disso, Paul provou que consegue ser uma espécie de John Lennon. Na canção Let Me Roll It (lançada em 1974 no disco Band On The Run de Paul McCartney & Wings), McCartney nos mostra que é capaz de fazer uma canção arrastada e recheada de riffs como as de Lennon. Na música, escrita pelo ex-baixista em resposta à composição de Lennon chamada How Do You Sleep? (lançada em 1971 no disco Imagine de John Lennon), Paul exibe toda sua capacidade colocando refrões com corais e versos falados, características típicas de John.
A grande verdade é que não podemos apontar nenhum dos dois músicos como melhor, as qualidades que faltavam em um sobravam no outro, o que fazia com que os dois se completassem de uma maneira inexplicável. O que podemos dizer a respeito de qual é o melhor vem de dentro de nós, uma opinião pessoal que musicalmente falando não pode ser explicado. Os Lennistas sempre terão bons argumentos para dizer que John era melhor e os McCartneycistas também saberão defender Paul de maneira magnífica, causando um debate que nunca terá um vencedor. E você, quem prefere: John ou Paul, hein?
Caio Alvares

Musicalmente eu penso que o Paul é um ET, ou seja, ele é único. O Lennon é um poeta e isso não faz dele um músico ruím, muito pelo contrário, ele é um excelente músico/compositor. Enfim, é bem difícil apontar quem é melhor, pois as opiniões acabam sendo repetitivas e além do mais, como foi dito na crônica acima, eles se completavam. Excelente blog!
ResponderExcluirÉ difícil de falar quem é melhor mesmo cara, pra mim os dois se completam muito bem! E continue acompanhando o blog, logo menos terão mais posts.
ResponderExcluirAbraço!
Caio
Concordo que os dois se completam. Mas pra mim tenho claro que o Paul sempre foi artisticamente superior, tendo em vista que o verdadeiro "líder" não era Lennon, como muitos achavam e ainda acham, por ser mais frontman, mas sim Paul, que sempre percorria as gravações por horas a fio, dando ordens e mais ordens que inumeras vezes aborreceram George e Ringo, mas que representam só a habilidade dele de imaginar uma coisa idealista/perfeita em sua cabeça, e recriar isso com exatidão na prática. Lennon se equiparava a Paul no quesito poesia, um demonstrava a rebeldia, enquanto o outro demonstrava o amor sem tamanho. No conjunto da obra, creio que nosso Mccartney seja bastante (podem tacas as pedras) superior.
ResponderExcluirPô cara beleza a parte da música do Paul ser melhor e da letra do Paul ser de um amor sem tamanho, mas o Lennon também demonstrou saber escrever (aliás até muito bem) sobre o amor, vide Jealous Guy, que é uma baita música na minha opinião, agora quanto a qualidade de músico acho o Paul incomparável, os dois se completam na minha opinião, mas isso vai de gosto, como eu digo no texto.
ResponderExcluirGeorge era melhor.
ResponderExcluirJohn era o cérebro, Paul a alma, George o espírito e Ringo... o baterista
ResponderExcluirCaio Alvares