quarta-feira, 24 de agosto de 2011

As Poderosas Mídias Sociais


       Intrigante e patético, esta é a descrição do poder das redes sociais. Antes de mais nada, se você ao ler a afirmação anterior se perguntou: quem é esse bocózinho atrasado que não tuita, ou tem uma conta no “face”? Fique tranquilo, pois eu sou um assíduo usuário de tais ferramentas, porém não deixo de questionar sua utilidade.
       Inicialmente, o que me causa certa estranheza é porque em 140 dígitos (ou caracteres como preferir) eu me sinto tão poderoso e dono da verdade, se tudo que eu escrevi não passa de mais uma opinião no meio de um monte de outras, todas jogadas ao leu, sem que interfiram em praticamente nada?
Até hoje o que pode ser ressaltado de interessante nessas febres ciber-sociais é que nelas pessoas de cunho publico, como artistas, jogadores e jornalistas têm um meio mais próximo de se comunicar com seus fãs, ou melhor, seus seguidores. Um bom exemplo é o tuitaço referente à declaração de Sandy sobre sexo anal, que digamos, foi de uma inutilidade tremenda. Pelo menos ela se promoveu, e a vida continua. Como está a Bovespa mesmo? Ah ninguém postou isso no twitter.
       Para não dizer que neste terreno se encontra apenas lixo, houve um evento muito interessante promovido no facebook, que foi uma manifestação de rua (até que enfim alguém lutou fora do mundo virtual!) contra a elite de Higienópolis, elite essa que vetou a construção de uma estação de metrô na nobilíssima Av. Angélica. Até agora não ouvi nenhuma ação governamental sobre o assunto, porém o ato da passeata deve ser louvado por ser a favor de uma causa social.

      Entretanto, tudo isso apenas evidencia a característica patética dessas mídias cibernéticas, uma vez que sua opinião se mistura com as de milhões de pessoas e não interfere na rotina de ninguém, uma vez que ao mostrar seu ponto de vista você imagina que existam milhões de pessoas lendo-o, enquanto que na realidade quem está tomando conhecimento de seus ideais são apenas seus amigos, os mesmos que passam horas com você conversando em um bar e já conhecem sua opinião de cabo a rabo.
      Eu sei que você está pensando que sua opinião está nos TT's WorldWide(os tópicos mais debatidos na rede). Mas... e daí? Alguém se feriu mais do que já estava ferido ao pedir a saída de Ricardo Teixeira da CBF? Pior ainda é cair em si e perceber que nenhum boliviano deixará de ser escravizado se você “xingar muito no twitter” mas continuar comprando roupas das empresas que usam dessa mão -de -obra.
      Além do mais algumas horas depois esses Trending Topics vão ser trocados por tópicos tão importantes quanto esses de causa social, como #PeLanzaNosTeAmamos, ou alguma coisa sobre a novela.
Por tudo isso é patético! Praticamente nada é aproveitado para algo que realmente possa mudar nossas vidas. Estas ferramentas apenas se confirmam como mais um meio de controle de opinião da grande mídia, afinal de contas seu ponto de vista está ali postado e não move moinhos, moinhos esses cujos donos sabem perfeitamente o que rola no mundo cibernético.

P.S.: enquanto este texto foi escrito, um boliviano deve ter costurado pelo menos umas 3 mudas de roupas


Vinicius Gestinari

7 comentários:

  1. Acho que tudo depende do uso que cada pessoa faz da ferramenta. A maioria não faz nada de relevante, e é nas outras publicações que eu estou interessada.

    Curti o tema e o blog, continuem postando!
    o/

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  2. obrigado, é vc está certa, porem o que me entristece é o uso da grande maioria.

    E pode deixar continuaremos firme e forte, continue passando aqui, sempre termos coisa nova.

    Vinicius Gestinari

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  3. o que a grande maioria faz na redes sociais te incomoda? saia delas então! fácil assim!
    Você não é obrigada a aceitar uma pessoa no facebook/orkut e muito menos segui-la no twitter.
    #FICADICA

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  4. Então cara, como o texto não é meu, não posso explicá/lo, mas assim como você darei a minha opinião aqui, o meu ponto de vista. Na época em que o orkut era a maior dessas ferramentas, cheguei a deletá/lo duas vezes, digamos que eu cometi dois orkutcídios por assim dizer. O tempo que eu fiquei fora dessa rede social foi horrível, porque essas redes são os maiores meios de comunicação entre as pessoas, é a maior forma de socialização, e isso é muito importante, você manter amizade, se comunicar e tudo mais, por isso não deletaria hoje meu facebook, nem meu twitter, pois eles são os principais meios de comunicação entre o pessoal, quando marcam de ir em um barzinho ou pra jogar bola, criam um evento no facebook ao invés de ficar ligando para todos, hoje em dia essas redes sociais são fundamentais pra quem pretende se socializar. O que mais me incomoda nessas redes sociais é o fato de muita gente estar lá para fazer fofoca e não para se comunicar. Tem cara que tá lá pra fazer o seguinte: pô a namorada do fulano tá trocando muita mensagem com o cicrano hein, xii rapá acho que ele é corno. Ai o cara vai lá e fala pro fulano: pô fulano, sei não hein acho que a tua mina tá te traindo, fica de olho aberto rapá. Saca? O pessoal tá lá mais pra fazer fofoca do que pra se comunicar ou ler sobre coisas úteis. Eu digo por mim, hoje meu principal noticiário, digamos assim, meu jornal é o twitter, tem muitas coisas boas por lá por exemplo o estadão, a folha. Resumo da ópera: hoje em dia viver sem redes sociais é quase como não viver.
    P.S. minhas aspas não estão funcionando, espero ter sido claro no argumento acima mesmo sem ter utilizado/as.

    Caio Alvares

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  5. Obrigado Caio, percebo que escolhi um bom pareceiro de blog hahahha, a ideia é exatamente essa, esqueceram-se da comunicação e colocaram as redes como um uma metralhadora, atirando qualquer coisa para qualquer lugar, sendo que os tiros não atingem a ninguém, pelo menos não quem deveria.

    Vinicius Gestinari

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  6. fofoca também é uma forma de comunicação, por mais que não os agradem

    v.t. Transmitir informação, dar conhecimento de; fazer saber, participar: comunico-lhe que sua encomenda chegou. / — V.pr. Estar em relação, estar ligado por uma passagem comum:

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  7. Cada um tem o meio de comunicação que merece, não é mesmo?

    Caio Alvares

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